No período de 1798, com a invasão de Napoleão, a dança oriental
passou a ser retratada para o mundo ocidental pela visão dos pintores
orientalistas da época, que batizaram a dança que viram como "Danse
du Ventre". Neste período, mesmo "adoradas" pelos artistas, as dançarinas
passam a fugir do Egito, pois as manifestações políticas, religiosas
e as invasões da época reprimiam a dança como "provocante e impura".
Das castas de dançarinas que os franceses encontraram na época
estavam as Awalim e as Ghawazee, sendo a primeira o plural do termo
"Almeh" que significava:artista culta, poetiza, instrumentista,
compositora, cantora e cortesã de luxo da elite dominante; enquanto
que as Ghazeya eram as dançarinas populares, ciganas de origem indiana
descendentes dos Sinti, que passavam seu tempo entretendo os soldados.
Bem dada a breve explicação da origem de meu nome quero aqui justificar
outra coisa, cada Almeh, possuía um dom especifico alem da dança,
de fato todas possuíam diversos dons, porém sempre havia um que
se destacava...
Eu, Almeh Hamdi, além de dançarina sou uma boa contadora de histórias...
tendo aprendido algumas delas com a própria Sherazade!
Em meu primeiro conto, logo perceberão que de uma forma ou de outra
a dança sempre aparece como pano de fundo para o enredo ou em muitos
dos casos é o próprio foco do conto.
Isso acontece por que muito do que aqui vou contar, me foi passado
por dançarinas... por cortesãs... são seus próprios relatos, ou
meus também.
A Dançarina e o Guerreiro